sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

* A Nação mais poderosa do mundo parou durante 20 minutos!
















O cenário para a posse de Barack Hussein Obama.
Dia 20 de Janeiro, durante a Cerimônia de posse de Obama, em Washington DC, U.S.A., uma multidão estava alí diante do Capitólio como nunca antes se viu alí.
Obama fazendo o juramento de posse na Presidência dos Estados Unidos da América
Assistindo via TV Record News, que transmitiu tudo (mesmo com interferências chatas de comentaristas sem deixar a tradutora traduzir várias coisas, entre as quais o poema de uma poetisa que homenageou o Presidente Obama), notei como houve murmúrios e ovações em vários momentos daquela multidão presente. Mas quando Obama discursou, o silêncio preponderou. E mais tarde, à noite, os telejornais mostraram multidões em toda aquela Nação, reunidas nas ruas, assistindo a posse do novo Presidente e em silêncio total durante o discurso dele.
Com certeza, algo notório de comentar: 20 minutos de silêncio.
Celebração na praça de Jomo Kenyatta Sportsground em Kisumu, Quênia, a terra do pai de Barack Obama
Não somente o povo estadunidense americano estava ansioso pela mudança. O mundo esperando. E principalmente cidadãos de países africanos e islamitas esperançosos porque Obama é um negro e tem origens de família seguidora do Islã (ele tem no sobrenome de família da palavra HUSSEIN, também usada por Sadan Hussein, líder iraquiano assassinado em guerra e perseguido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos da América). Obama chegou ao local de discurso, caminhando devagar, com fisionomia tranquila mas sem mostrar risos. O discurso foi contundente, defendendo os Direitos Humanos. Houve uma grande ovação quando ele citou que há algum tempo poderia ser barrado num restaurante qualquer daquela Cidade por ser negro, mas naquele momento estava jurando posse na Presidência dos Estados Unidos da América! Uma maioria dos cidadãos presentes eram negros ou as redes de televisão os mostraram porque Obama é da raça. É um símbolo da vitória de uma raça sofrida, discriminada e perseguida por Séculos.
Cidadãos emocionados, choraram e riram de alegria durante o discurso de Obama, o homem que ressuscitou a esperança e o ufanismo do povo estadunidense.
Dia 21 os jornais amanheceram estampando a situação que o novo presidente encontrou sua Nação. Lá as autoridades assumiram diante do povo que existe crise, não acontece o descaso brasileiro quando o Governo Federal tenta pôr panos quentes ou tapar o sol com a peneira uma realidade e o nosso Presidente não passa de um animador de auditório ludibriando maioria de eleitores manipulados pela Mídia fantasiando um paraíso de vida.

George e Laura Bush dão as boas vindas ao casal Obama e sua esposa Michelle, que vão até a Casa Branca antes do início da cerimônia.
Bush saiu com apenas 20% de credibilidade popular. Não soube manter o golpe eleitoral que impetrou e levou a Nação mais poderosa do mundo a escândalos internacionais em guerras absurdas e mantendo gastos mantenedores do visual de Xerife do mundo, enquanto o país caía numa recessão econômica. Não conseguiu eleger o candidato do Partido dele e Obama chegou reconstruindo esperanças com o lema NÓS PODEMOS.
Obama mostra querer seguir a linha de Lincoln e Kennedy. E fez questão de estimular a memória dos compatriotas, reproduzindo caminhos de Lincoln, naquela viagem de trem rumo a Washington. Um belo gesto da assessoria de marketing dele, em prol do ufanismo de um povo repleto de problemas.

Segunda-feira o jornal the New York Times publicou a seguinte matéria, prevendo como será o Governo Obama:

Barack Obama e sua esposa, Michelle, com Jedi Scott, 10 meses, já famoso no Brooklyn, segunda-feira em Washington.
"Um dia antes de se mudar para a casa mais célebre do país, Barack Obama visitou um abrigo para adolescentes sem lar. Com as mangas arregaçadas, ele passou alguns minutos pintando para as câmeras que o seguem a toda parte agora.Cara Fuller, uma funcionária do abrigo, perguntou se ele estava suando frio. "Não, eu não suo", ele lhe disse. "Você já me viu suando?" Ainda não. Mas ainda é cedo. Obama chega à presidência nesta terça-feira, após uma transição que indicou nenhuma transpiração ou nervosismo. Por todos os 77 dias desde a eleição, ele tem sido uma fonte de confiança tranquila, nunca nem fervoroso e nem frio demais, aparentemente não intimidado pela magnitude dos problemas que o aguardam e não incomodado pelos poucos revezes que sofreu. Ele continua difícil de ler ou rotular - centrista em suas indicações e bipartidário em seu estilo, mas também promovendo a maior expansão do governo em gerações. Ele cruzou velhas fronteiras para formar metodicamente a base de um governo encarregado de retirar o país da crise, mas apesar de toda a extensão, ele deixou claro que está centralizando as políticas na Casa Branca. Ele no final terá que escolher entre conselhos e prioridades concorrentes, correndo o risco de decepcionar ou enfurecer os eleitores que, por ora, ainda veem nele o que esperam ver. O que o país viu sobre seu estilo de liderança até o momento evoca a disciplina de George W. Bush e a curiosidade de Bill Clinton. Obama não se intimida de tomar decisões e tomá-las rapidamente - ele formou sua equipe em tempo recorde - mas também busca explorar o diálogo intelectual do país em um momento de grande agitação. Ele estabeleceu as idéias para a governança muito antes de assumir o cargo, mas também adaptou os detalhes à medida que as condições mudaram. Mais do que qualquer presidente desde que era menino, Obama assumiu um lugar na sociedade que vai além da liderança política. Ele é tanto um símbolo quanto substância, um ícone para a juventude e um sinal de libertação para uma geração mais velha que nunca acreditou que um homem com sua cor de pele subiria aqueles degraus para jurar preservar, proteger e defender uma Constituição que considerava um homem negro como três quintos de uma pessoa.

Obama já está no Museu de Cera: Acima, os visitantes do museu de cera de Madame Tussauds, em Londres, posam ao lado de Obama em cera, no cenário do salão oval da Casa Branca.
Ele é um presidente-celebridade em uma cultura de celebridades, badalado por sua foto sem camisa na praia e presente na capa de todas as revistas, da "Foreign Policy" até a "People". O que seus adversários políticos buscaram retratar na campanha como arrogância, agora é apresentado por seus assessores como à vontade diante do poder e das responsabilidades que o acompanham. "Ele meio que vive em uma zona livre de ressentimento", disse John D. Podesta, co-presidente de sua equipe de transição. "Ele é capaz de trazer muita informação e tomar boas decisões. Ele sabe que cometerá erros. Ele também sabe que é preciso fazer o melhor que é possível, tomar decisões difíceis e seguir em frente." Esses erros podem ocorrer em parte à sua confiança característica. Obama conhecia e gostava do governador do Novo México, Bill Richardson, inicialmente ignorando uma investigação dos contratos estaduais que posteriormente minaram sua indicação para secretário do trabalho. Igualmente, Obama criou um laço pessoal com Timothy F. Geithner e o escolheu como secretário do Tesouro, optando por ignorar o fracasso anterior de Geithner de pagar alguns de seus impostos. Pouco veio à tona sobre o processo por trás desses episódios, mas assessores descreveram o processo de tomada de decisão de Obama como sendo claro e eficiente. Quando ele participa das reuniões, eles disseram, ele começa emoldurando as perguntas que deseja respondidas, então dá para cada pessoa uma chance de falar, as envolvendo na discussão. No final, ele costuma resumir o que ouviu e para onde está inclinado. Uma pessoa de fim de noite, ele freqüentemente faz ligações para assessores após as 22h ou mais tarde, após colocar suas filhas na cama. Podesta não quis descrever como foi a decisão de retirar a indicação de Richardson, mas disse que ela ocorreu em questão de nove horas, não dias, o que limitou os danos. "Nós vimos o problema, entendemos, Bill entendeu que não era viável e nós a suspendemos", disse Podesta. Isso contrasta de Bill Clinton, que gostava de discussões livres e demorava a tomar decisões. Podesta, o último chefe de Gabinete da Casa Branca de Clinton, descreveu o ex-presidente como brilhante em "pensar lateralmente" entre diversas áreas. "Uma coisa que parecia não afetar Bill Clinton é a escola de Direito", ele disse. "Minha tendência é pensar no presidente eleito como abordando um problema de forma mais lógica, mais detalhada." Obama optou por correr risco durante a transição. Ele trouxe sua rival democrata, Hillary Rodham Clinton, para o Gabinete, e enfureceu gays e liberais ao convidar o reverendo Rick Warren, um oponente do aborto e do casamento de mesmo sexo, para conduzir a oração da posse. Apesar da deferência de Obama em assuntos externos com sua regra "um presidente de cada vez", isso não se aplica à política doméstica, onde fez lobby para que o Congresso liberasse US$ 350 bilhões em dinheiro de resgate financeiro e está prestes a negociar cerca de US$ 800 bilhões em programas de gastos e reduções de impostos. "Ele tem a coragem política de olhar para as coisas e ser ousado", disse o governador da Pensilvânia, Edward G. Rendell, um partidário de Hillary Clinton que tem passado algum tempo com Obama desde a eleição. "A sabedoria política é ir devagar, tomar o caminho mais fácil e acumular algumas vitórias." Rendell disse que Obama não importou em correr riscos. "Ele é voltado para a meta, não voltado para o processo", ele disse. "Se ele tiver que fazer coisas heterodoxas ou excluir seus amigos para atingir uma meta, ele fará isso." Mas Obama conseguiu engajar os adversários, jantar com colunistas conservadores e conversar com uma congressista republicana. "Ele e sua equipe de transição contataram o Capitólio mais do que qualquer outra equipe de transição que já vi", disse o deputado John A. Boehner, de Ohio, o líder republicano da Câmara. "Até aqui tudo bem. Mas administrar uma campanha e uma transição será diferente de governar, porque governar envolve tomar decisões." Boehner notou que Obama reservou originalmente 40% de seu pacote econômico para as reduções de impostos, mas agora parece estar dando ouvidos aos democratas que pressionam por mais gastos. "A certa altura ele terá que dizer às pessoas o que pretende", disse Boehner, "e então veremos se ele deseja governar do centro ou abrir espaço para os liberais em seu partido".O engajamento dos republicanos por Obama pagou dividendos. Ele atraiu senadores republicanos suficientes para liberação do dinheiro do resgarte. Até mesmo alguns que não convenceu retiraram sua oposição. Por exemplo, ele telefonou para o senador Tom Coburn, republicano do Oklahoma, que era contrário ao dinheiro do resgate sem um compromisso de que seria usado apenas para o setor financeiro, não para outros setores. "Eles não queriam fechar a porta e, se eu fosse eles, também não ia querer", disse Coburn. "Mas eu queria fechar a porta." Após o telefonema de Obama, ele disse, "eu votei contra o projeto quieto".Obama também formou uma base de apoio popular maior do que muitos novos presidentes. O deputado Artur Davis, democrata do Alasca, disse que 53% dos eleitores brancos em seu Estado conservador agora apóiam Obama, em comparação aos 17% antes da eleição. "Ele é pragmático", disse Davis, "e até mesmo muitos eleitores que votaram contra ele o consideram preparado para governar de uma forma pragmática, não ideológica".Mas Obama tem sido mais difícil de rotular, e os próximos meses devem expor sua filosofia de governo. "Eu não acho que se enquadre nos mapas tradicionais de direita e esquerda, mas também não é uma triangulação ao estilo Bill Clinton", disse Robert B. Reich, o secretário do trabalho de Clinton e um conselheiro econômico de Obama. "Eu sinto que ele acredita genuinamente que as pessoas podem chegar a um certo consenso em torno dos grandes problemas e trabalharem juntas de forma eficiente. Eu realmente não sinto uma posição ideológica. Ele é obviamente um homem de fortes convicções, mas não se enquadram nas categorias-padrão."

Após a posse, o novo Presidente quebrou protocolos. Com todo amparato de segurança, com medo de ocorrer com ele o mesmo atentado contra J. F. Kennedy, Obama estava sendo levado do Capitólio para a Casa Branca, num automóvel fechado e com blindagem e muitos homens da segurança presidencial. Mas no caminho, ele desceu do automóvel e foi andando para melhor cumprimentar ao seu povo.
Mostrou agir com o coração, emocionalmente levado a quebrar requisitos da razão.
Com certeza, se Obama continuar fazendo atos deste tipo, levado pela emoção, poderá se dar mal. Evidentemente ele será o homem mais visado no mundo pelos terroristas e até pelos inimigos internos de uma minoria que muito ganha com a decadência governamental e continuação das guerras internacionais. Naquele momento que Obama desceu do automóvel e começou a andar, muita gente que assistia ficou num estado de apreensão e orando em prol daquele homem representante das esperanças mundiais de paz e igualdade entre os povos.
Sarkozy deu seu recado lá de Paris, dizendo que anseia se unir a Obama para mudar o mundo. É bom saber que há quem queira mudar e acredita que pode mudar. E que seja uma mudança em prol da Igualdade, Liberdade e Paz entre os povos do mundo!
Os cidadãos do mundo precisam muito de líderes assim otimistas e dispostos a mudar o quadro do caos do Planeta. E Obama citou energias limpas em seu discurso: o sol e os ventos! E esperamos isso não ser metáforas!
Que os desejos da Senadora que apresentou e deu posse ao novo Presidente do Império Norte-Americano, seja concretizado, quando citou Martin Luther King e pediu a proteção do mártir líder negro em prol do novo Governo que começou ontem.

Sejamos otimistas! O Mundo precisa! NÓS PODEMOS!

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Obs.: Este texto foi publicando no site Jornal O OLHO (
http://www.jornalolho.xpg.com.br/).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

* Um novo amanhã ressuscitado

Bom dia ao Sol!
Bom dia aos pássaros!
Cantantes de um novo dia
No alvorecer da vida,
A cada amanhecer de primores;
A cada ressuscitar dos amores.
Som da brisa musicando
Um novo dia a romanciar
Dos frescos aromas marinhos,
Das ondas cantantes,
Acariciando versos nas areias da praia
Da pauta d’alma de um poeta vislumbrado.
Um novo amanhecer se espraia,
Acordando novas idéias do viver
Em todo ser a se renovar, renascido
Pelo Poder Infinito subjascente,
A cada oportunidade de ser gente.


Maceió, 16/11/2008.

© Jaorish

Néctares da Paixão

Teu beijo que me apetece
É calor de sol que alvorece.
E a tristeza se desvanece.
E amarguras se esquece.
Aproximação aconteceu
Suave e terna:
Toquei teus lábios cálidos
Roçando meus lábios aos teus
Com suavidade de pluma;
Tocando pétalas de flor.
Experimentando cada milímetro
Num mordiscar leve labial;
Bebendo divinais néctares destilados para mim
Sonhando-te inteira minha num enlace sem fim
Línguas se encontraram
No diálogo da gula e sede
Da nossa libido desperta
Nos devaneios da paixão.
Saboreei gulosamente teus beijos
Despertando profundos anseios
Por sensuais erógenos devaneios.


08/11/2008

© Jaorish

domingo, 11 de janeiro de 2009

* Livros de Jaorish





























* UMA VISÃO ANARCO-LIBERTÁRIA SOBRE A POLÍTICA INTERNA DOS PARTIDOS POLÍTICOS.

Convenções de Partidos Políticos, no Brasil, em sua maioria é decisão aristocrática e os filiados são apenas usados para fazer número! Todos vão sabendo quem é o candidato que alguma cúpula fabricou nome na Mídia Capitalista!

1. Os Partidos em sua maioria não funcionam, não têm atividades a não ser quando se aproximam eleições. Funcionam apenas para eleger candidatos e depois não têm ações comunitárias e vários fazem parte de vendetas, são venais em sua maioria; apóiam quem tem grana ou quem oferece melhores vantagens num futuro governo, comprometendo a seriedade administrativa. É nesse período que os dirigentes partidários correm atrás de filiações para engrossar o caldo das Convenções que são obrigatórias para dar aval ao nome de algum candidato.

2. Os filiados aos Partidos são convencidos por uma equipe de marketing para assinar a ficha de filiação, principalmente levados pelo papo de que precisam ajudar a eleger algum candidato que as cúpulas partidárias escolheram. Muita gente se filia a Partidos, não por ideologia ou levada a "ajudar algum candidato" previamente escolhido pela Diretoria do Partido que não foi eleita pelos filiados (os filiados se filiam quando a Diretoria já existe, pois os Partidos são montados logo com uma Diretoria). Nesse processo, os filiados não participam diretamente, mas apenas dão aval a um nome lançado e escolhido por uma cúpula diretora, numa escolha oligarca ou aristocrática que nada tem de democrática. Seria democrática se fossem sempre ativos, com os filiados participando de tudo e houvesse disputas pela indicação. Mas sempre há uma incrível unanimidade antes mesmo da Convenção para a qual os filiados vão já certos sobre o nome a aplaudir (Nelson Rodrigues tinha razão quando afirmou que "toda unanimidade é burra"). Por fim, esses filiados são usados, levados pela Mïdia partidária que cria "a imagem" de algum nome a ser lançado e não pensam nesse aspecto de escolha.

3. Observamos que vários nomes que os Partidos não falam nem lançam porque não fazem parte de suas fileiras, muitas vezes são comentados nos meios sociais como pessoas que têm boas idéias, são equilibradas, gostam de trabalhos comunitários e poderiam administrar um Município, Estado ou a Nação!

Por este motivo, defendemos que deveria existir na Legislação Eleitoral Brasileira a possibilidade de se candidatar sem ser filiado a Partido Político (o cidadão que quisesse concorrer a eleição para alguma posição legislativa ou de chefe de executivo, bastaria registrar a candidatura portando RG, CPF e Título de Eleitor, sem precisar de burocracias partidárias). Somente assim se acabariam os "governos de partidos", cuja maioria não representa ideologia ou programa governamental (a maioria dos programas são esquecidos ao conseguir ser vitória na eleição), mas apenas um conluio de interesseiros que atravancam as decisões executivas.

Com certeza, a maioria dessa gente que prega democracia neste país, tem em suas agremiações partidárias atitudes centralizadoras, oligarcas e aristocratas; iludem ao povo com propaganda enganosa, ludibriando, pisando na ética e na democracia. Nosso povo precisa participar mais diretamente das decisões políticas. A maioria dos políticos implantaram a idéia que o povo precisa de salvadores e que existem poucos "especialistas" para administrar. Esses poucos especialistas levaram nossa Nação aos escândalos de corrupção. Governantes que foram atender às exigências partidárias, deram vez aos escândalos das "panelinhas corruptoras da ética e dignidade administrativas".

Outro dia, conversando numa roda de jovens educadores e comentando que antes de escolher candidatos para uma convenção, o povo deveria ser consultado através de enquetes. Uma das pessoas disse que isso seria muita despesa, despenderia tempo...

Ah! Então eis o mal da nação preguiçosa "deitada eternamente em berço esplêndido"! Pior são as despesas das infecções públicas de corrupção!

As "panelinhas" começam antes mesmo de registrar os candidatos para as eleições! Alguns chamam de "somar valores" mas outros veem isso como "formação de oligarquias" com intuitos de se dar bem ao eleger candidatos porque todos terão fatias das pizzas e a maioria dos "convidados a se filiar", ficaram "vendo a banda passar" ou "chupando o dedo" ou "vendo as ânsias indo pras cucuias", levando para o linguajar populacho!...

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Publicado no site do Jornal O OLHO como base sobre enquetes políticas divulgadas na Eleição de 2008 www.jornalolho.xpg.com.br

* DE BARCO EM BARCO NAS PROCELAS TURBULENTAS POLITIQUEIRAS!

Situação interessante atual de quem é opositor de um desgoverno: É melhor aproveitar o tempo e desabafar. Critique enquanto é tempo as pessoas ao lado dos vilões da atual novelha história, antes que elas se tornem opositoras. Se não criticar logo, em breve será falta de ética pois não poderá criticar companheiros das mesmas fileiras das batalhas!

Com certeza, ao aceitarem naufrágio do barco desgovernamentado, várias pessoas atualmente navegando nele, pularão para o barco da oposição que está se estabilizando a cada dia em progressão geométrica. E sendo a política entremeada de negociatas e conchavos (para não dizer "conluios"), serão esquecidos aqueles que estavam roendo as estruturas do barco do desgoverno porque se tornarão "companheiros de lutas"...
Do lado que obteve vitória, durante a campanha política, construíram um grande navio que foi perdendo as peças e os tripulantes abandonados durante a jornada. É um grande exemplo para os construtores de barcos, aquele excesso de confiança nos canhões barulhentos continuados em fogos de artifícios durante fantasiosos marketings inauguradores de fachadas.

Mas é bom lembrar: Quem roe o fundo de um barco, levando-o ao naufrágio, poderá devorar outro barco ou sabotar um grande navio! E é necessária meticulosa assepicia profilática de quem vem do outro barco naufragado (não se sabe quem vem acompanhado de parasitas peçonhentos: piolhos, baratas colocando gostos ruins nos pratos servidos, escorpiões com ferrões prontos a envenenar as amizades, ratos a carcomer as bases da nau acolhedora, etc).
Falam muito em resgates... Muitos náufragos a resgatar nessa sociedade carcomida em seus valores éticos, ferindo a dignidade humana...
Diante da aglutinação de forças, um barco não serve, terá que ter um grande navio para essa viagem ser segura e poder enfrentar as procelas politiqueiras. Porém, cuidado! O Titanic também era grande e diziam ter estabilidade em águas turbulentas! Afundou, danificado por icebergs, excessos de confianças e omissões técnicas... E quantos icebergs existem nessas águas profundas da social hipocrisia!

Navegar agitado
com o enfado
cheiro da maresia
cruel hipocrisia.

Quem quiser chegar a porto seguro
com esse grande navio
não pode colocar em risco a viagem
recrutando para a sua tripulação de comando
náufragos que destruíram o próprio barco.
Nessa viagem não deve existe dois pesos e duas medidas.

Embora construindo encouraçados de forte aço
Há quem aja com sutileza, sem estardalhaço...
Se a justiça e valorização dos leais guerreiros da liça
não ocorrer e desprezar os fiéis escudeiros durante a jornada,
com certeza eles pegarão seus próprios botes salva-vidas
e caminharão para longe de navio acolhedor de vilanias.
Ai! Pobres humanos desumanizados pelas empáfias
e furor de megalomaníacos planos e dramas, perfídias...

Andejam e navegam em pesados encouraçados ferindo Poseidon,
Netuno sopra tormentas em direção aos caminhos mal traçados...
Na realidade, náufragos de si mesmos, terão futuros em ilhas desertas
por ter cultuado fantástico cruzeiro mentiroso em longas esperanças incertas!

Enquanto os politiqueiros constróem seus "Titanics", vamos poetando, registrando os fatos e lembrando os versos do poeta português, "navegar é preciso... Viver não é preciso..."

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Publicado em dezembro/2007 no site www.jornalolho.xpg.com.br

* Encanto de esperada paixão

Eu desejo teu canto
Liberto de espanto.
Devaneio e encanto
Extasiado em puras delícias
Das tuas suaves carícias.

Desejo tua voz nos meus bons dias
Quero te ouvir em gemidos de paixão
Aquecendo-me em gélidas noites frias.
Quero teu cântico criança trelosa
Cumpliciando meu canto menino.
Eis aqui minha paixão ansiosa
Sem temer nenhum físico desatino.

Teu sussurro de mulher plena de desejos
Embalando-me num abraço
Acolhe-me no calor de íntimos aconchegos,
Quando somos um único ser a navegar
Nas ondas harmoniosas de êxtase sensual.

Tua voz, meu primeiro encanto.
Teu olhar, raios de tu’alma benfazeja
Singrando caminhos de unificadas visões.
Tua pele segredando semelhantes ânsias táteis
Nas expressões do querer do nosso amar.

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Maceió, noite de 04/11/2008

* Encaixes de desejos ansiados

Os anjos choveram pétalas de flores
De um navegante dos belos primores,
No jardim de encantos no cintilar da nossa paixão.
Um rio do mais doce mel clareou boas-vindas
No teu abraço acolhedor dos mais íntimos desejos.
Aromas me instigam a te cobrir de carícias e beijos.
Sabores me excitam a beber licores da tua magia.

Minha pele vibra erógenos cânticos
Nascendo novos sentidos estéticos
Dos meus versos em poemas-carinhos
Harmonizados em rima e métrica
De epitelial voraz erótica escrita
Alegria no êxtase de encaixe genital
Saciando feroz sede e fome libidinal
Na gula do nosso frêmito amar.

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Maceió, 04/11/2008

* Se não sabes a linguagem do meu olhar


O que eu digo em silêncio
Expressando com meu olhar?
O que expresso na profundidade
Além da janela do meu sonhar?
Ainda não conseguistes decifrar?
Não sentes ainda como minh’alma se regozija
Na alegria por nosso ansiado encontro e por te amar?
Não sentes como o meu coração
Envolto por ondas de terna paixão
Acompanha o ritmo do teu mais íntimo cântico
E como eu te entrego meu coração romântico
Célere pulsante na crescente ânsia de te ter?

Perguntas o que meu olhar diz em silêncio?
Ora, ele canta o meu íntimo contentamento!
E se parece triste, teme o teu distanciamento.
Teme o findar destes nossos vôos aos cimos dos erógenos êxtases.
Teme tuas palavras prevendo breve despedida
Teme me ver e te ver em triste solidão de vida
Somente nos encontros de fantasias e sonhos.
Porém, se não desvendas meus olhos,
Se não lês a linguagem do meu olhar,
Estás já deste instante
De mim tão distante!

© Jaorish Gomes Teles da Silva

Maceió, 04/11/2008

sábado, 10 de janeiro de 2009

* Fuga e despertar em sono acordado

Hoje eu quis dormir
E navegar num sonho sem limites
Muito além poucos minutos de um cochilo
Muito além fronteiras de um sono
Eu estava sozinho, tão tristonho
Eu queria ir ficar só, em lugar tranqüilo
E nada melhor que mergulhar em mim mesmo
No mundo de sonhos em minh’alma a esmo
Em vôos submersos do meu inconsciente

Hoje eu quis deitar em meu leito
E sem qualquer psicotrópico efeito
Ficar alem do tempo e do espaço
De mim mesmo sem outro estrago
De acordar de volta ao pesadelo
Do sonho na selva desumana
De toda essa podre vida mundana
De insensibilidades e materialidades.
E me dissolver no sonho de mim mesmo.

Hoje eu quis me encontrar além meus próprios limites cósmicos.
Mas o barulho dos homens urrando ânsias de caminhos perdidos
Foi como um apelo para eu voltar a verbalizar versos humanos
E montar cenas alegres e didáticas por um mundo de seres libertos.


© Jaorish Gomes Teles da Silva
10/01/2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

* QUIXOTESCÂNTICO é o quinto livro do escritor e teatrólogo Jaorish Gomes Teles da Silva

Em andamento a publicação de um livro contundente, reunindo algumas produções poéticas de Jaorish e um Ensaio Literário defendendo a liberdade de poetar. Poemas produzidos entre 2004 e 2009, de uma fase criativa recente do autor.

O livro tem obras surgidas da interatividade na web e até obras compostas a 4 mãos, em parceria com outros artistas. E encerrando o livro, tem opiniões, críticas, depoimentos e poemas oferecidos ao artista por amigos e amigas do Brasil e exterior.

Numa entrevista, Jaorish explicou sobre o título: “Quixotescântico é a junção de duas palavras: Quixotesco e Cântico... Um cântico “quixotesco”, vocábulo provindo do personagem Dom Quixote, do romance de Miguel de Cervantes. Há uma identificação pelo meu jeito ideológico na Arte Libertadora e na teimosia de engajamentos culturais:
Viver em sonho lúcido na loucura do Viver na Arte e ter a Arte em vida. A dualidade de Dom Quixote e a dualidade da vida na Arte: loucura e lucidez...”
O dicionário Kinghost explica sobre “quixotesco”: Diz-se do que ou de quem é generosamente impulsivo; sonhador, romântico, nobre, mas um pouco desligado da realidade. Sobre isso, Jaorish afirma: “Não vejo no termo o lado pejorativo que afirma ser quixotesco quem está só na loucura e não se superou. Menotti Del Picchia afirmou que “A grande luta do Quixote, e de todo o ser humano é superar a si mesmo.”

Sobre como compõe poemas, Jaorish explica: “Não posso prever meu estro. Não sou um poeta intencional, tudo surge por inspiração. Não sigo regras. Quando o poema surge com rimas e métricas, não é por intenção intelectual; simplesmente surge, vem de Luz Divina ou de um sussurro de Coro dos Anjos. E assim aparecem sonetos, sextilhas, sei lá o que mais! Sei que surgem na mente sem precisar me preocupar contar fonemas ou rimas! Defendo a poesia como sentimento e não como um simples jogo de palavras e de intelectualidade.” E ao dizer isso, ele cita Manuel Bandeira, Maria do Carmo Barreto Campello de Melo, Waldemar Lopes e Telles Júnior, defensores dessa liberdade de poetar! Complementa, expressando trecho de um poema dele:
“Quixotesco e transgressor mudei marcos cronológicos,
Recriando esperanças infantis de mundos quiméricos.
Hoje, lívido, busco o silêncio
Longe de qualquer pensamento,
Do mundo hodierno sem intento.
E ouço a música das águas e dos ventos.
A Natureza compõe a Sinfonia diáfana
Na lírica poética delirante de minh’alma. ”

E assim, Jaorish canta sua terra, suas paixões. Diz que seus poemas não são românticos, pois falta muita coisa para ser do Movimento Romântico: não é boêmio, principalmente. Por escrever lirismo sobre paixões não quer dizer que seja um romântico. Tem mais um jeito surrealista...

Gosta de transgredir com sua arte engajada, afrontando o grotesco do sistema sócio-politiqueiro, denunciando, criticando e registrando em versos fatos e ações, em poético cronicar, defendendo os mais frágeis, a Natureza e a Arte Libertadora.

Sobre isso, ele escreveu:
“Há fases que muito escrevo e há outras épocas sem palavras. Há momentos com muitas palavras e sem grafos, sem rabiscos e sem palavras. Instantes de vocábulos aos ventos. Num barulhar de idéias ou nos momentos de silêncio se originam obras literárias. O silêncio nutrindo o estro, onde zelosamente repassam cenas do viver, em tela de emocinal revelação: A alegria ou a tristeza; o encanto ou o desencanto; a felicidade ou o descontentamento; o prazer ou a amargura; o riso ou as lágrimas. Ou marcando e satirizando as verdades acacianas do Sistema sócio-econômico politiqueiro gerador de liliputianos esquemas culturais (nem falo em projetos, mas digo “esquemas”), sob ensurdecimentos de um povo cego aos pantagruélicos banquetes das tramóias desgovernamentais (por este motivo, há necessidades dos artistas transgressores e de pensamentos libertos dos grilhões de pseudas-ideologias e falsos igualitarismos). Forças clareiam idéias, imagens vagueiam a mente, figurando poemas, dramas, contos e romances. E os sonhos se concretizam em Literatura.”

Sobre viver ainda ser teimoso transitar em Palmares (Jaorish afirma que é Cidadão do Mundo, porém há um transitar na Luta Cultural Palmarenses), ele escreveu no poema “Heranças de Rebeldia Quilombola”:
Em minhas veias circulam heranças de Cultura e Grandeza,
E como cantador e poeta, mato a cobra e mostro o pau,
Me arreto, dou cambalhotas, gingo capoeira e viro a mesa
Mas não arredo o pé do meu lugar, eu luto por minha terra
Como os poetas lutaram pelo nome da Cidade ser honrado
Novamente com o nome batizado pelo africano amotinado e hoje ser conhecida como a tradicional Terra dos Poetas.
Palmares, eu te amo pelo valor cultural e lutas que encerras.

Sobre o Sistema sócio-político palmarense, expressou num poema:
Sempre no quadro sócio-político se prova,
Pelo que o mando do poder econômico aprova.
E cada clã enriquecido, entra na luta infame
Da refrega sócio-politiqueira, crescente a cada instante
Pelo poder do mando e da manipulação das massas;
Como gado bovino, levadas ao abatedouro eleitoral.

E sobre a atualidade palmarense, Jaorish escreveu:
Época da volta de truculência coronelista,
Trucidamentos das tradições e do patrimônio cultural.
Poder econômico, a propaganda enganosa,
Falsos discursos prometendo ilusões;
Na usurpação do poder, nepotismo e plutocracia implantada,
Cujas armas é a calúnia,
O vilipêndio e a injúria.
Pisam nas Leis e compram frágeis lideranças
Entregues ao medo e à subordinação.
Não há espaço para quem cria e livre pensa.
E quem teima e a teimosa resistência intenta
É ridicularizado e discriminado
E pela corja servil acusado
De louco ou infame agitador.
E até meu verso de amor
É traduzido como subversor,
Mesmo sem fitas colorizadas
Pelas tendências ou facções partidárias políticas.
Mas vivo livre em consciência fiel às lutas artísticas!

E ainda é otimista sobre o futuro da Cidade dos Palmares:
Meu sonho poético, ainda embala um Rio que arrota esgotos imundos.
Essas águas ainda serão purificadas pelos cânticos dos poetas, mesmo ausentes
Desta terra de cantadores migrantes, em exílio forçado pelas botas demagógicas.
Há uma tradição quilombola inerente a essa nossa gente, livre de todas as lógicas.
Esse Rio tão negro, tão Una quanto o nublado passado do coronelismo escravagista...
Mesmo sob o chicote da monocultura açucareira, assoreando o Líquido Poeta Negro;
Mesmo sob o ditame econômico das Usinas açucareiras,
Dejetando morticínios da fluvial fauna e flora;
Mesmo sob o açoite dos dejetos da subcultura, nutrida pela desgovernança poluidora das mentes débeis, iludidas ou vendidas em leilões da honra e da dignidade;
Os cânticos poéticos serão ecos espelhados pelas águas ressuscitadas.
Todos os Cristãos acreditam em Ressurreição!
O amor à terra, ao ar e às águas, ressuscitará a Vida Natural e a Liberdade!
Há Forças mantenedoras da Memória de um passado de Glórias e Lutas Quilombolas, Sutilmente energizando conspirações pacifistas para o Bem.
E sei que além do meu grito louco há muito mais alguém
Esse povo tem heranças de índios e negros rebeldes.
Há guerreiros adormecidos em todos observadores inertes,
Bastando apenas vozes para acender as chamas de rebelião.
Seremos, com certeza, libertos dessa passageira escravidão!

Num encontro entre poetas, assim disse Antonio Caetano (saudoso repentista cordelista, vizinho de Jaorish, lá da Rua do Jardim, em Palmares), elogiando Jaorish: “Sua poesia tem saber... você ensina através de seus versos que têm pura filosofia... Afinal, a Poesia é a linguagem angelical dos mundos das Dimensões Superiores de vida... E esse dom da Poesia você tem, você é grande, não é um simples rimador brincando de fazer versos; você é poeta de verdade mesmo!”

E sobre esse “saber poético” e a ignorância e hipocrisia social aos poetas, Jaorish descreveu no poema “É Poesia o Amor em Vida”:
A Verdadeira Poesia nasce da Luz Divina!
É Canto que coro angelical nos ensina,
No calor do Fogo Sagrado
De um poeta inspirado. Quando surge, tudo no Céu é festa!
É Palavra que a Divindade atesta.

.........................................................

Ai de quem despreza e rejeita tal energia!
Ai de quem ao Poeta relega duras penas!
Ai de quem à Alma do Poeta dá grosseria!
Ai de quem do Poeta rejeita seus poemas;
E negando-se ao fluir de mútua sublimidade,
Castiga-se para triplo sofrer pela Eternidade.

No Orkut, assim afirmou Bemvindo Sequeira (Ator de teatro, tv e cinema, Diretor de Teatro, Dramaturgo, autor de textos para TV): “ A sensação que me dá é que você é o último dos poetas.teima em ser poeta, rema contra a maré, e é harmonioso no que escreve. Ah se o mundo fosse povoadpo de mais poetas como vc. ... O que eu acho maravilhoso é que você me faz redescobrir a poesia neste País. Meu filho...vc é gênio !! Carismático, tocado pelo Dom. Deus já te abençoou, abençoa-nos a nós."

Sobre o Amor, Jaorish escreveu no poema “Amar: Razão do meu viver ”:
O verdadeiro amor é mistério sempre presente.
Não brota fácil no jardim do viver,
Nem se troca a cada dia como flores de um jarro.
Aduba-se com o carinho, atenção e compreensão,
Tolerância, paz, ternura, bondade.
E acima de tudo, promove liberdade!
O verdadeiro amor é pura poesia,
No viver pelo culto da bondade e alegria,
Na simplicidade, humilde presente.
Não requer rima nem métrica,
Flui fácil quando almas afins
Encontram-se no mundo,
-destinos escritos nas estrelas, -
raridade de energias nascidas
Na união de corpos e mentes,
Alquimia de incomparável beleza.

E perguntando como seria se ele morrese naquele momento, Jaorish respondeu com trecho do poema “Prenúncios de Liberdade”:
Se eu morrer em poucas horas
Ou já, agora, de madrugada...
Ou deixar a Terra amanhã
Ou daqui a alguns dias:
Deixarei um legado poético
Que teci somente para mulher amada.
E levarei a saudade nas asas da poesia.

E sobre os rompantes da vida de um poeta, ele expressa no poema:

Um Poeta Não Pode Calar!

Um poeta pode voar para os teus sonhos,
Invadindo-os com os mais belos versos risonhos.
Um poeta inspirado ajoelha-se em público,
diante do ser amado, enigmático
ou explícito nos lugares mais inusitados.
E em versos declamados
declara com toda gana,
à todos por quem ama.

Um poeta enfrenta barreiras sociais,
contra quaisquer algozes senhoriais.
O sofrer sublima com rimas raras.
E com suas sutis metafóricas falas,
afronta convenções e se transforma errante,
para ter sua amada ao seu lado a todo instante.

Porém, o poeta verdadeiro,
desnudando-se por inteiro,
não mente para sua amada;
busca o amor sem máscara,
não se envolve em leviandade.
É mensageiro da Eternidade.

Todo esse sentimento que em mim explode,
Invade o éter, e às mais altas esferas sobe!
Não posso deixar estanque;
decanto ele a cada instante,
nem que meu coração se arranque,
e, em labaredas de fogo crepitante,
esfacele-se em milhões de pedaços.
Irá para o Infinito, terá maiores espaços,
nos sublimes eternos intentos;
onde surgem meus sentimentos,
suprindo incidentes factuais,
além desejos físicos sensuais.

E assim é o livro QUIXOTESCÂNTICO, brevemente publicado pela Editora LivroRapido, do Grupo Elógica, com 200 páginas de puro encanto poético.
Mais uma teimosia de um escritor da Terra dos Poetas, num empreendimento literário de Resistência.
Jaorish tem outros 4 livros publicados: “Reciclagem de Sentimentos” (poemas), “Os Órfãos da Lua” (3 peças teatrais), “Esqueceram Que Os Poetas Sabem Voar” (poemas e um Conto de Luz), “Luminar Poético de Um Devaneio Passional” (romance). Para ver resumo dos livros e comprar via internet, veja no site
http://www.jaorish.xpg.com.br/.

Publicado no site
http://www.jornalolho.xpg.com.br/

© Jaorish Gomes Teles da Silva
Canal no YouTube com clipes do autor:
www.youtube.com/Jaorish

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

* Brotar de uma paixão virtual

Companheiros em diálogos
Palavras vibram como afagos
E não são mais brincantes
Propondo na sutileza do sonho.
A fantasia compondo o sonho.
Imaginação fabricando imagens
Em mente, a fantasia sensual
Erotizando o corpo em miragens
Na vastidão do apelo sexual.
Sensual olhar
Querendo mergulhar
Na entrega da paixão
É vítima de uma solidão...
Palavras de aceitação
Convidativas clamando erógenos afagos
Inibe-se mas não teme se expor...
Como um quebra cabeça
As imagens se juntam
Frenesi de encontros virtuais...
A imaginação aflora em mente:
O beijo nos lábios desejados
A visão dos seios nunca vistos
E somente por decotes ansiados
Frêmitos beijos e carícias
Num corpo imaginado
Ao vê-lo além vestes
Da fantasia acordada
Ao sonho pela madrugada sonhado
Sem limites da excitação pulsante
De um ato solitário acompanhado por uma lembrança


© Jaorish Gomes Teles da Silva
07/01/2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

* Com o tempo aprendemos aos sopapos das vivências boas ou aflitas

Cada passo do viver é permeado de sensações. Sentimentos de tristezas ou de alegrias.
Sempre há dualidades. Como as moedas têm duas faces, os fatos têm dois lados a serem observados, analisados para nossos aprendizados.
E sendo duas faces, sempre fatos ruins têm o lado bom. Procurando poderemos achar!
Antes de nos penalizar e nos revoltar por sofrer decepções, traições, tristezas quaisquer que sejam, precisamos analisar como atraímos energias.
Se nos sentimos usados, pensemos o quanto deixamos tudo acontecer, esperando tudo mudar ou o quanto esperamos nos dar bem.
Se nos sentimos traídos, analisemos o quanto fizemos vista grossa diante de sinais evidentes sobre o que viria futuramente. Ou quando duvidamos sobre avisos dos amigos.
Se há revoltas, analisemos o quanto fomos displicentes ou jogamos fora oportunidades, fatos a provocar situações desvantajosas.
Analisar não é ficar estagnado em lamentações. Lamentar nada constrói. Ao reconhecer erros, devemos ir à ação urgente reconstruindo a vida sem repetir enganos anteriores. Se houver repetições de erros, com certeza seremos incoerentes com nosso próprio ser e não soubemos aproveitar novas chances da vida. E isso é falta de amor próprio também.
A física quântica provou o quanto nós somos responsáveis pelo que atraímos. Provou o quanto a energia do pensamento é poderosa.
E se apegar a sentimentos negativos, ficar relembrando e comentando decepções e desgostos, apenas atrai semelhantes fatos. A Lei da atração é inerente no Universo.
Faz parte de nossa evolução nos desapegar dessas memórias. Somos responsáveis por tudo que atraímos.
Se alguém nos feriu, lembremos ser tudo problema de quem agiu maldosamente porque quem planta é quem colhe nesse pomar das ações do viver.
Vejamos que precisamos das experiências. Estamos aqui num aprendizado.
Igual a um atleta que sofre dores para ter os músculos prontos para vencer as competições, nossa vida nos trás dores para podermos ter maturidades.
As dores do viver ocorrem derivadas principalmente das nossas ansiedades e por esperarmos sempre algo dos que nos cercam. Mas somente estaremos evoluídos quando nada mais esperarmos de ninguém. De bom nada devemos esperar porque se não acontecer nada ou se fizerem maldades, não nos decepcionaremos. De ruim nada devemos esperar para não sermos pessimistas.
O importante é fazer o que achamos de bom, dentro de uma linha de conduta honesta, digna e honrada. O que os outros fazem, problemas dos outros. Ficar comentando, enviamos energias para quem está nos comentários, fortalecendo as energias negativas dessa pessoa. Devemos ter a evolução de ajudar essas pessoas, reservando nosso tempo enviando energias de paz e amor, pedindo iluminação. Afinal, “não sabem o que fazem”, embutidos nas vaidades e desvarios da maldade; quando evoluem na Luz, se tornam boas pessoas. E todos têm oportunidades para evoluir.
Precisamos aprender a cortar laços danosos! Como o Mestre Nazareno disse, “quando um membro do teu corpo te escandalizar, corta-o e joga fora!”...
Mesmo se impedem nossa caminhada com alguma pedra em nosso caminho, aprendamos a dar uma volta na pedra e não chutar porque machucaremos nosso pé. E se a pedra é muito grande, voltemos um tempo e nos preparemos para poder pular a pedra sem deixar nenhum arranhão nela, nem tocar para não deixar sequer digitais nem nosso odor ou sinais de hálito.
Os verbos primordiais do bem viver, estão todos subordinados ao saber: saber ouvir, saber calar, saber observar, saber analisar, saber falar. Assim se conquista tudo na vida. E Painho dizia que o verbo mais difícil de praticar é o verbo calar.
E não nos preocupemos se somos entendidos ou não. Sempre há visões diferentes de cada pessoa que nos ouve ou ler nossas idéias. E se quisermos explicar tudo pode ser piorado e a distorção ser maior. O entendimento depende de quem recebe as mensagens porque o estado de humor, as experiências, costumes, heranças sentimentais de quem é o receptor são os regentes desse entendimento. Não é por isso que vamos inibir nosso dom de expressão verbal! Mas lembremos a lição evangélica: "Tua Palavra é o teu próprio fardo!" (por isto, ai daquele que nos calunia e nos ataca com palavras torpes, algo que não merece resposta e sim devemos ignorar e seguir nosso caminho com fronte altaneira).
Nada a exigir nem esperar de ninguém. Assim atraímos pessoas que também nada exigirão nem nada esperarão de bom ou de ruim, numa família renovada de seres libertos de liames mundanos. Afinal cada pessoa tem sua própria visão do mundo e cada mente fabrica o próprio Universo!
Quando nos reformamos interiormente, somos exemplos a serem seguidos e fazemos nossa parte em prol da mudança do mundo.
Sejamos Luz iluminando trevas.
Sejamos Paz diluindo guerras.
Sejamos Amor harmonizando feras.


Palmares, 5 de Janeiro de 2008.

© Jaorish Gomes Teles da Silva

* Devaneando sobre Anita


Anita rir
Anita faz careta
Anita brinca
Anita faz sentir
Anita escreve
Anita erra
Anita emperra.
E não erra
Nas palavras
De poetisa
Porque poetas fabricam universos.

Meu estro sentiu Anita...
Anita não sabe mentir
Por seus olhos de artista
Singrando almas aflitas
Captam novas vidas para o palco.
Anita sempre atriz nos palcos da vida.
Anita sobrevivendo além dor sentida.
Anita ver além horizonte
E faz de cada momento
Para seu verso uma fonte
Ludiciando todo poetar
Anita é Anita
Em total expressão
Somente em grafos
Porque Anita tem medo de amar.

© Jaorish
Entardecer de Terça-feira, 06/01/2009.
Uma homenagem à irmãzinha na Arte

Anita Fogacci

* CLIPE "ESQUECERAM QUE OS POETAS SABEM VOAR!"

video

Poema declamado por mim. Eu também montei o clipe.

Veja mais clipes sobre minhas teimosias culturais no canal YouTube www.youtube.com/Jaorish