sábado, 9 de julho de 2011

* Porque passam, passarão.




Existem ecos em nossa memória
Que nos segue toda a vida
E transformam-se em cânticos
Ou sussurros assombrosos
Encantos ou desencantos
De momentos ou de fases
Tramas de vida
Traumas da vida
Ou enlaces de bons pensamentos.
Mas passam de todo jeito...
Sempre passarão
Como raio clarão.









Também há gente assim
De um querer sem fim
Ou apenas como trovão
Ou raio de simples clarão
Que se apagou e sumiu
Igual palavras ao vento
Sem registro que ficou
Na escrita da pauta d’alma.

Porém há registros na memória
Que nenhuma palavra ou poema
Pode expressar a beleza que passou
E ficou ali somente em sonhos e mente
Cuja lembrança alegra o coração da gente!
Impossível descrever
Impossível reviver
A não ser em onírico sonhar.
E por isso meu viver é sonhar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

* Tudo em nada a ver



















-Tudo tem uma razão de ser
-E na vida absurda a razão foi banida!
-Cada ser tem sua razão sentida!
-Em cada mente um universo de sonhos e quereres
Defendendo próprios modos de ver o mundo..
-Lentes angulares, lentes refratárias, lentes de aumento, lentes de ínfimos olhares
-Olhos nus, puros ou enfermos míopes...
-Todos defendendo ilusórias visões, alucinações...
-Seria esta sociedade absurda, uma alucinação sob efeito da lente distorcedora da umidade atmosférica poluída por subpartículas ou gases tóxicos dos dejetos humanos?
-Desumanos!














-Onde os humanos?
-Subhumanos em submundos subsociais de uma sociedade caindo no abismo da autodestruição...
-Suicídio coletivo!
-Quem reage?
-poucos...

* Um conto de um pranto






















Tempo passou
A quem ficou
Avião aportou
O tempo restou
Paixão acabou
Estrela definiu

















E tudo que sobrou
As vagas não destruíram
Somente o embuçar das recordações
A pedra sob o travesseiro espesso
Recheado com as folhas que os ventos trouxeram
Pelas tempestades do meu deserto incerto
Esquecido quando mergulhou em vulcões de mundanas disputas.

* Sonho confeito deteriorado no insone desaguar de mágoas
















Enfeitaram um sonho
Confeitaram guizos ilusórios
Tramando reações que sublimei
Nos meus versos sonâmbulos
Com meu grito preso a gargata

Luar tristonho que o céu não aponta
Sinto a espera detentora de não ter medos.
Aqui perambulado os mais sutis segredos
Pelos versos transitando minh’alma que teima ser criança.














Aqui estou contrafeito
Detonando insatisfeito
Vocábulos revoltosos
No embalo dos ruídos matinais
De um dia a transcorrer um tempo enfadonho















O mal cheiro do Rio Una, tão negro mais que antes
Poluído pelo desordenamento urbano e esgotos politiqueiros
Despejando no inocente irmão sangue natural da minha terra;
Que deságua em meu estro para se purificar em versos
Que devolvo à terra putrecendo lamas e areias impregnadas de coliformes fecais
Das escoações do Palácio do Bambu e além outros antros politiqueiros
Dos Partidos partidos pisando idelogias com seus traidores homens descolorizados
Mal amados, brutalizados, cooptados pelo poder econômico.


















Preciso dormir
Ao paraíso ir
Rapidamente daqui sair
Ascender além pesadelo
Deste entremeado insano
Da cratera traidora a mentir.


E amanhã quero acordar a mim mesmo

E acordar a todos meus concidadãos

Para um novo dia sermos mais irmãos

Não temerei se meu brado falar a esmo



Esqueci a sede, o sono e a fome num madrugar
Sem os carinhos da amada caminheira em mesmos sonhos.
Saudade do sorriso que me acolhe e dos afagos que me acalenta.
O calor dos beijos e abraços apenas em lembranças mornas
Adubam flores nos canteiros do meu peito vulcânico
Nas vésperas de erupções dos desejos insatisfeitos.