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sábado, 3 de agosto de 2013

* Sou teimoso e rebelde

Sou teimoso. Sendo ator querem me transformar espectador de uma platéia acomodada e submissa. Não aceitarei convites e somente serei platéia na arquibancada da vida para rir dos apupos conquistados pelos usurpadores dos picadeiros politiqueiros!
Não me submeto ao guante que me impingem!
Construo palcos e personagens ao prazer da minha vontade e teimosia! Sou livre pensador sem vínculos a partidarismos politiqueiros e a falsas ideologias propagadas a quem não as representam em suas vidas!
Afirmo, escrevo e assino sem medos e sem ódios! Abnegação e amor são bases da minha vida!
Se dizem que sou uma voz clamando no deserto me sinto feliz porque é no deserto do meu silêncio interior que se encontra a Divindade inerente.

Eu sou Jaorish (FOGO ESPIRITUAL NA MÃO DE DEUS)

Jaorish Gomes Teles da Silva

Palmares, 03 de Agosto de 2013.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

* Eu tenho a Força!

Não é um grito de He-Man. Antes de surgir o personagem na tv a frase existia na minha vida em meio à teimosia da construção cultural.
E cada vez mais, a selva social está em desequilíbrio. 
Os depredadores, os devoradores reinam livremente, entronizados na ganância desenfreada da usurpação politiqueira!
Muitos seres de rapina, lobos e hienas. Todos ávidos pelo trono da floresta e cheios de ansiedades para devorar as carniças dos morticínios pela cooptação e demais destruições das organizações populares.
Painho dizia que em meio aos lobos devoradores temos que ser feras!
Eu acredito na Força do Amor. Abnegação centrada no Amor e não na ganância do poder efêmero é a Força Maior que atraem bênçãos divinas para os Verdadeiros construtores das bases comunitárias.
Porém amar não é se tornar um frágil e submisso diante das injustiças sociais. 
Que os homens de bem se transformem em domadores de feras. Não devemos acolher os sorrisos das hienas. Façamos agir os chicotes de domadores para afugentar esses depredadores e não com nossos cantos abafemos os uivos dos lobos famintos.
Mas antes de tudo domem as feras interiores. Os exemplos arrastam multidões, assim como as palavras escritas se perpetuam enquanto as proferidas se perdem ao vento!

Jaorish Gomes Teles da Silva.

Palmares, 02 de Agosto de 2013






segunda-feira, 29 de julho de 2013

* Hoje, meu palco é além do Infinito!

Hoje não me interessam platéia enfermas, ávidas pelo contentamento falsificado
Sem importar sobre o que os atores sentem.
Quero está longe de quem almeja risos fáceis dos falsificados anedotários da crueldade imposta pelos idólatras do poder financeiro.
Hoje não me interessam enaltecimentos ou críticas; aplausos ou apupos...
Hoje não me interessam ordens de Diretores de cenas montadas sob o guante usurpador.
Se me negam espaços efêmeros, eu conquisto a eternidade e expulso passionais desencantos da platéia dos meus desejos transpostos para quereres de vôos galáticos.
Hoje é meu dia... Um dia somente meu, no qual busco o Diretor Maior...
Sigo em viagem anímica do viver interior latente.
Vou ao encontro do Mestre de Cena no palco do meu deserto infinito,
Onde perambulo sobre marcas cristalinas e límpidas matizes luminescendo cenários das mais belas fantasias de minh’alma.
A beleza efêmera dos moldes estéticos corriqueiros mundanos eu recuso no dia de hoje.
Meu hoje, meu agora é onde construo as bases da Alegria Eterna e me pinto palhaço; tendo como espelhos as retinas dos Anjos Guardiões que soam coros para a trilha sonora da minha vida.
Hoje um novo alvorecer trás raios solares reconstruindo estímulos dinâmicos do viver.
E reconstruo meu espetáculo num cenário de estrelas reluzentes, sob a lona infinita da cosmicidade do meu ser!

Jaorish Gomes Teles da Silva

Palmares, 29 de Julho de 2013 - há 40 anos eu interpretava primeira vez num palco durante o Festival Telles Júnior, em Ribeirão - PE.

Palhaço Carequinha!
Quando criança eu era fã desse artista!


segunda-feira, 8 de julho de 2013

* Pedregulhos da minha construção...

Há poucos minutos, enquanto escrevia sobre Hermilo Borba Filho e relatei como entrei em contato com a obra do dramaturgo romancista palmarense, lembrei de um frase de Rubem Rocha Filho (dramaturgo, ator e Diretor de Teatro, muito amigo que já se foi para o mundo dos anjos). Um dia Rubem me disse: "-Você faz um trabalho de Sísifo em Palmares!"...
Rubem tinha um tipo de veneração com minha pessoa. Um grande respeito. Ele não me atacou com aquela frase, apenas quis dizer sobre as reconstruções e repetições...
Ele não quis falar em "Síndrome de Sísifo". Explico:


Sísifo era o cara mais malandrão da Grécia Antiga. Desenrolado, astuto e sagaz, essa figura da mitologia grega fez as mais doidas peripécias para realizar seus objetivos, causando a ira de vários deuses. Conta-se, por exemplo, que depois de deixar Zeus emputecido, enviaram Tânatos (o deus da morte) para levar Sísifo ao "mundo inferior".
Maloqueiro que só ele, Sísifo rasgou elogios à beleza de Tânatos e lhe ofereceu um colar. Ele agradeceu e deixou o cara colocar o colar em seu pescoço. Mas o colar na verdade era uma coleira, e foi com isso que Sísifo conseguiu aprisionar a morte, escapando do castigo divino. Durante algum tempo ninguém mais morreu na Grécia, já que a danada da morte estava presa…
Foi aí que outros deuses, como Hades (deus dos mortos) e Ares (deus da guerra) ficaram enfurecidos com Sísifo. Suas funções dependiam da morte, que foi aprisionada pelo danado.
Trapaceando todos os deuses, chegou a ir para os infernos mas conseguiu trapacear Hades, alegando que sua esposa não o havia entrerrado. Hades permitiu que ele voltasse para se vingar, mas era tudo combinado com sua esposa, e os dois fugiram juntos depois de sua volta. Sísifo conseguiu vivier uma longa vida até finalmente morrer de velhice. Foram muitas mutretas hilariantes ao longo de sua vida. Mas um dia chegou a hora de partir, já que ele era um simples mortal.
Como castigo, Zeus lhe ordenou passar o resto da eternidade executando a tarefa infinita de carregar uma pedra até o alto de uma montanha, e chegando lá a pedra, pesada, despencava para baixo e Sísifo mais uma vez descia para carregá-la novamente, e novamente, e novamente, e novamente…
A partir dessa mitologia de Sísifo, surgiu um conceito psicológico de "Síndrome de Sísifo". Ou seja, quando uma pessoa se coloca a realizar tarefas repetitivas a partir dos mesmos hábitos, dos mesmos procedimentos, atingindo um estado profundo de comportamento compulsivo. A síndrome atinge seus níveis mais graves quando esse indivíduo passa a defender com unhas e dentes a lógica de seu raciocínio repetitivo e limitado, argumentando que com seu modo de agir irá conseguir obter resultados inovadores, criativos e diferentes.
É o que podemos chamar de "travação mental".

Eu me identifico com Sísifo no ponto de "incomodar" os deuses. Eu incomodo o poder dominante com meus ímpetos e ações culturais engajadas... 
Voltando a falar sobre Hermilo Borba Filho (veja a matéria que escrevi no blog da Colméia das Letras)... Esse escritor teve as razões dele ao sair de Palmares - PE. Ele foi fazer a vida dele na Capital Pernambucana e noutras paragens. Eu fiquei aqui como um autêntico Sísifo, como qualquer ativista que teima onde há muitos complôs sabotadores das boas intenções...
Pedregulhos da minha construção
A pedra encontrada na estrada.
A pedra jogada para ferir.
A pedra impingida.
A pedra refletida
Voltará para quem a enviou
Mesmo se eu não devolver.
Alguém um dia assim o fará.
É a Lei Universal da atração.
Retornarei com uma rosa.
A pedra que me fere
Se eu não aceitar
Se eu não sentir
Alheio às dores
Não fará o efeito ansiado pelo algoz.
Esse alheamento encontro no meu deserto interior onde escuto a voz do Pai Celestial e me fortaleço, anestesio e curo as dores.
Quem me chama de louco
É quem joga a pedra.
Se loucos jogam pedras
Eu as acolho e guardo para meus alicerces de vida.
Se me entrego à sina de Sisifo
O rochedo que carrego me fortalece
A cada ascenção e queda nova caminhada mais rápida porque estou mais forte.

Jaorish Gomes Teles da Silva

Palmares, 8 de Julho de 2013.

domingo, 7 de julho de 2013

* Quem planta brisas colhe tempestades


Minha mãe sempre comenta que "quem planta brisas colhe tempestades"...
É a Lei Universal. 
Portanto não há motivos para vinganças. Cada pessoa recebe o que dá aos outros. E o retorno é triplo.
As injustiças, as ingratidões... São passageiras provações. 
Eu me sinto vitorioso por não querer vinganças. Passei por várias provações e sempre tive vontade de dar como respostas o bem e não o mesmo mal que recebi.
Se me escanteiam, eu ofereço articulações, amizades e espaços. Se não aproveitam, problemas de quem não quis aceitar. Fiz minha parte.
Nunca negarei espaços no meu barco quando os transatlânticos adernarem nos acidentais abrolhos da politicagem. Para quem alcançou visão além matéria, sabe que meu barco tem dimensões além do que imaginam, guarnecido pelas Hostes!
Há muitas pessoas que não sabem ter um reles poder passageiro de posição social ou política. Mudam e se transformam em monstros de vaidades e se fecham entre cercas de arames farpados (ou fazem dos seus reinados, espaços somente para asseclas e convivas empanturrados de empreguismos dos cabides politiqueiros).
Lembro de uma frase de Painho (www.tellesjunior.xpg.com.br): "Mundo velho aberto e sem porteiras!... O vento faz a curva no meu calcanhar!... Atrás vem gente! De cima te olham! Adiante te esperam!"... 

Jaorish Gomes Teles da Silva

Palmares, 07 de Julho de 2013.



* A falta de Ética e a maldade seriam enfermidades mentais?


A vida social envolve uma série de acordos de convivência. Isso é Ética. Se alguém sai das regras dos acordos de convivências se transformam em falhas éticas.
A palavra "ética" é derivada do grego ἠθικός, e significa aquilo que pertence ao ἦθος, ao caráter. Portanto, Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano.
Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

O maior valor moral de um ser humano é a sua palavra. Por este motivo se diz que "quem promete deve". E a dívida é alta porque a palavra não cumprida pode gerar até mesmo doenças psicológicas. 
A revolta, a decepção podem ocasionar estados depressivos e somatizações danificadoras do equilíbrio imunológico no ser humano.
Pessoas muito sensíveis adoecem diante das decepções, por exemplo com um parceiro ou parceira de relacionamentos e com falhas de políticos sobre os quais direcionou credibilidades e esperanças. Embora saibamos que não devemos esperar nada de ninguém e evitar culpar outras pessoas sobre nossas infelicidades (felicidade vem da autorealização que depende da nossa dedicação à busca da inerente Luz Interior).
Por outro lado, o bem viver material é um entrelaçado de relacionamentos, auxílio mútuo (solidariedade), possibilidades de desenvolvimento profissional, afetivo e concomitentemente bem estar financeiro.
Há no mundo pessoas a usufruir dessas fragilidades humanas, explorando a credibilidade e os sentimentos. Através da lábia, convencendo multidões sobre fantasiosas promessas. Ou simplesmente criando expectativas em relacionamentos passionais. E ao mesmo tempo há muita gente enfermas depressivas por esses motivos (estamos vivendo numa sociedade taxada de "enferma"). 
As decadências dos valores morais e a falência de uma civilização faz do mundo um grande Hospital em penúrias...
Onde falta sinceridade e se persevera em ações malévolas e farsantes, falta a Ética. 
Uma grande falta de ética usar sentimentalmente as pessoas. E isso ocorre repetidamente nas convivências sociais e pessoais. Parece até que o mundo sofre de uma epidemia (seria a maldade, a vilaneidade um doença até mesmo impregnada no DNA de muita gente? Seria um vírus? Seria uma epidemia psicopatogênca?)...
Falam-se que desajustes sociais, transtornos ou distúrbios devem ser tratados como patologias. 
Para os seres bons, sensíveis e evoluídos espiritualmente, se torna inconcebível enganar alguém com falsas promessas, por exemplo. E há uma linha de pensamento defendendo a maldade e a desonestidade como assuntos patogênicos.
Há fundamentos nisso, visto que os Livros Sagrados dizem que "o Homem foi criado à Imagem e Semelhança de Deus". Então, sendo Deus todo Amor, Bondade, se alguém é cruel está sob ação de agentes patogênicos a danificar o cérebro e até mesmo Perispírito (envoltório sutil e perene da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico), numa continuidade de erros nas rodas das vidas (Karma).
Analise ações e palavras. Primeiro ponto de cumprimento ético é com a palavra empenhada. Falta de ética inicia com a falta de cumprimento da palavra. Assim também inicia a corrupção. 
Os políticos, por exemplo, iniciam corrupção falhando com o que prometeram  nos palanques. Principalmente aqueles que muito criticaram a quem se dizia opositor, falando contra fichas sujas, empreguismos... Ao chegar no poder fazem pior que os criticados. 
Na política, quando uma equipe se dedica mais a criticar quem estava antes no poder ou a armar tramóias contra outras pessoas é porque está querendo desviar a atenção do povo sobre os erros administrativos e os golpes em andamento.
O mundo está tão conturbado que ficamos desconfiados quando alguém se mostra muito "moralista" ou muito apregoa preceitos éticos. Minha mãe diz que aqueles que muito falam em moral, desconfie porque podem está escondendo seus próprios descaminhos éticos... Semelhantes aos políticos quando investem nas críticas aos "inimigos" para desviar as atenções do povo sobre o que eles mesmos erram.
Com os amigos devemos ser leais e sinceros. A falsidade é corrupção também. 
Palavra é força e deve ser bem direcionada e bem usada... O não cumprimento do que se diz é uma traição a si mesmo.
Outra falta de ética é a falsa solidariedade e a falsa caridade (quando se faz um bem a alguém pensando ter algo em troca). A falsa abnegação também (há quem se dedique a uma causa mas sorrateiramente obtém benefícios e se locupleta).
O que existe mesmo é muita gente interesseira, esperando o momento de dar um bote social e se aproveitar de amizades e da boa vontade dos puros de coração!


Jaorish Gomes Teles da Silva

Palmares, 07 de Julho de 2013.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

* A resposta deve ser a desobediência!

Algumas frases que li hoje e meus comentários em paralelos com minha vivência local:

Enquanto os politiqueiros deseducam o povo através da Mídia controlada pelo Poder Econômico que quer um povo sem condições de entender as tramoias que ele montam...

Enquanto não investem na Educação como deviam...

Enquanto exploram a ignorância de platéias levadas aos espetáculos nauseabundos dos palanques e festas de rua, semelhante gado levado ao abatedouro...

O Amor constrói a Arte Sublimada que teima educar o nosso povo vítima de uma corja de traidores usurpadores do poder que apenas repetem os erros daqueles que criticavam!

Os sonhos não morrem naqueles que almejam a Eternidade!

A Arte Engajada se imortaliza na labuta dos mártires nesse mundo de falsos valores!



Concordo plenamente com a frase da figura. 
Nesses 40 anos de teimosias culturais, eu me dediquei a uma luta cultural que várias pessoas diziam ser inglória. Recebi conselhos para ir em busca de outros espaços e da fama. Teimei sempre neste torrão banhado pelas águas maltratadas do Rio Una.
A maior lição que aprendi com Mestres da Arte foi a humildade. Quem busca a purificação na Arte não pode se envolver com o ego. A transcendência vem da abnegação. Isso não quer dizer que nós artistas devamos nos deixar escravizar e ser reféns de dos usurpadores do poder. Negar participar das tramoias e demais farsas impetradas por eles não é ser arrogante e sim preservar princípios sagrados.
Nós artistas devemos ser arautos da dignidade e honra da Luta pelo Bem Comum.
Sapiente de que existem invejosos me acusando de louco porque defendo a igualdade entre os seres humanos, a solidariedade e sou contra os estrelismos, repito o que ouvi de um amigo escritor poeta Waldemar Lopes um dia conversando comigo comentou que "o verdadeiro artista é bom, humilde e louco... Principalmente a loucura é primordial, visto que aqueles discordantes dos regimes políticos e sistemas sociais injustos são taxados de malucos... Então sejamos loucos!..."
Quando o ego gera a maldade e arrogância, eis a morte do artista (que deve ser puro e bom) para dar lugar ao vil ser comum imbuído das mazelas mundanas... 


Mas exigir que meu trabalho merece e deve ter devida remuneração financeira, não é egoísmo nem estrelismo. Sou sindicalizado e as lutas da categoria devem ser respeitadas por quem almeja me contratar. 
Não me submeto a ser graxa dos sapatos de nenhum usurpador do poder que incha a máquina governamental de empreguismos para os bajuladores de palanques eleitorais, mas quer que eu trabalhe sem remuneração. Eu ator, não me submeterei a ser simples espectador nas platéias subservientes exploradas pela ignorância que aplaude qualquer embusteiro nos palcos do autoritarismo. 
Esbravejo para ter meu lugar devido como ator. Querem me transformar figurante da platéia do processo prometedor de um falso desenvolvimento para todos, porque quem tem vez mesmo é somente uma pequena parcela interessada em se locupletar e ceder vantagens aos agregados bajuladores.
Estou farto de tanta falsidade e a Resposta é a não participação e não citação dos nomes desses calhordas. Atitude que me coloca identificado com Albert Einstein quando ele escreveu:
"O problema que os intelectuais desse país têm de enfrentar parece muito grave. Os políticos reacionários, agitando o espectro de um perigo externo, conseguiram sensibilizar a opinião pública contra todas as atividades dos intelectuais. Graças a este primeiro sucesso, tentam agora proibir a liberdade do ensino e expulsar de seu posto os recalcitrantes. Isto se chama aniquilar alguém pela fome. 
Que deve fazer a minoria intelectual contra este mal? Só vejo uma única saída possível: a revolucionária, da desobediência, a da recusa a colaborar, a de Gandhi. Cada intelectual, citado diante de uma comissão, deveria negar-se a responder. O que equivaleria a estar pronto a deixar-se prender, a deixar-se arruinar financeiramente, em resumo, a sacrificar seus interesses pessoais pelos interesses culturais do país. 
A recusa não deveria fundar-se sobre o artifício bem conhecido de objeção de consciência. 
Mas um cidadão irrepreensível não aceita submeter-se a uma tal inquisição, em total infração do espírito da constituição. E se alguns intelectuais se manifestarem, bastante corajosos para escolher este caminho heróico, eles triunfarão. A não ser assim, os intelectuais deste país não merecem coisa melhor do que a escravidão que lhes está prometida." (do livro COMO VEJO O MUNDO, de Albert Einstein).

Jaorish Gomes Teles da Silva