terça-feira, 19 de julho de 2011

* Se existe amor







Quando existe amor
Não existe vazio.

Quem diz sentir vazio
Não tem nenhum amor.
Amar é sentir intensa presença constante
Amar é pensar em quem ama todo instante
Quem ama de verdade está com o ser amado sempre
Não importa o que diga a maldade de mesquinha gente.
Pode sentir carência de afagos na ausência do toque de quem ama
Mas em sua essência desafia a ciência sentindo além enlevos na cama.
Pode sentir o frio gélido do inverno
Mas se existir sentimento mais terno
Nunca dirá que num torpor insano
Foge do amor como louco cigano
Sem rumo nas trilhas da vida
Impingindo ao amado uma ferida
De grande desprezo e desgosto
Qual cinzento dia brumoso.
Amar é vida aprimorada e fortificada
Quem ama quer sempre ouvir da amada
Palavras ternas e harmônicos diálogos
E protege quem ama dos cruéis dolos.
Quando existe amor algo é certo:
Quem ama quer sempre está perto
Ultrapassa todos os empecilhos
Para contentar a fonte dos seus mais loucos desejos
E para ter sua companhia se desfaz de todos os medos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

* Sei lá...




"Sei lá"...
Não sei o que seria "sei lá"...
Talvez "Sei lá" signifique saber em algum lugar... Saber lá...
Esse "lá" seria longe ou bem perto
Mas me parece algo muito incerto
Esse "sei lá"...
Sei lá pra que esse "sei lá".
Não saber o que dizer...
Mas eu teria muito a dizer sobre muito amor.
Mas eu teria muito a falar se não ouvisse esse "sei lá"...
Mais ainda se não ouvisse "não sei o que dizer"...
Não saber dizer "boa noite, meu amor"...
Não saber dizer "saudades (e depois uma frase mágica)...
Sei lá porque esse "sei lá"...
Gostaria de saber "lá" e "cá"...
Só sei de mim e do que vibra em meu peito.
Só sei que não me importa alheio jeito
De me dizer esse "sei lá"...
Mas é bom saber quem sabe algo "lá" ao afirmar "sei lá"...
Eu deveria ter respondido,
Vem logo aqui pertinho e saber cá juntinho ao meu peito
E ouvirás a canção do coração
Cantando teu nome e tudo que de mim e de ti sei aqui, vem cá!
Aqui sei que não ouviria a frase "não sei o que dizer" porque falarias com a linguagem do teu toque em tenras carícias epiteliais!
Eis mais um motivo de te querer aqui. Vem cá!
Somente aqui eu sei. Estou muito aquém de saber lá!

sábado, 9 de julho de 2011

* Porque passam, passarão.




Existem ecos em nossa memória
Que nos segue toda a vida
E transformam-se em cânticos
Ou sussurros assombrosos
Encantos ou desencantos
De momentos ou de fases
Tramas de vida
Traumas da vida
Ou enlaces de bons pensamentos.
Mas passam de todo jeito...
Sempre passarão
Como raio clarão.









Também há gente assim
De um querer sem fim
Ou apenas como trovão
Ou raio de simples clarão
Que se apagou e sumiu
Igual palavras ao vento
Sem registro que ficou
Na escrita da pauta d’alma.

Porém há registros na memória
Que nenhuma palavra ou poema
Pode expressar a beleza que passou
E ficou ali somente em sonhos e mente
Cuja lembrança alegra o coração da gente!
Impossível descrever
Impossível reviver
A não ser em onírico sonhar.
E por isso meu viver é sonhar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

* Tudo em nada a ver



















-Tudo tem uma razão de ser
-E na vida absurda a razão foi banida!
-Cada ser tem sua razão sentida!
-Em cada mente um universo de sonhos e quereres
Defendendo próprios modos de ver o mundo..
-Lentes angulares, lentes refratárias, lentes de aumento, lentes de ínfimos olhares
-Olhos nus, puros ou enfermos míopes...
-Todos defendendo ilusórias visões, alucinações...
-Seria esta sociedade absurda, uma alucinação sob efeito da lente distorcedora da umidade atmosférica poluída por subpartículas ou gases tóxicos dos dejetos humanos?
-Desumanos!














-Onde os humanos?
-Subhumanos em submundos subsociais de uma sociedade caindo no abismo da autodestruição...
-Suicídio coletivo!
-Quem reage?
-poucos...