sexta-feira, 8 de julho de 2011

* Distante me sinto em casa

















Mundo
imundo
partido
Dos Partidos
partidos
Dos homens dos Partidos
partidos
Dos homens partidos
divididos
E quem é homem completo, inteirado com sua essência pura

não teme mostrar sua ingenuidade de inteira alma desnuda
Dizendo: “Esse não é meu Reino” de homens partidos














Partidos sem humanidade
Desconexos

Complexos

Megalomaníacos desencontros desumanos.

Civilização decadente, egoísta depredadora suicida

Que não reparte bens materiais, de bondade exaurida.

Quero voar muito além.

Está tudo muito aquém.

Não quero ter meu poético coração partido

Como servil de falsa ideologia de um Partido.





















Vou às plagas mais longínquas
Andejo versos em cataratas de rios caudalosos de esperanças.
Mesmo apenas tendo o chuveiro onde mergulho na purificação dos meus banhos diários.
Aqui meço meus sonhos, teimando, sem poder chegar às dimensões infinitas que eles são.


































Aqui me despeço dos seres da mesquinhez, idiossincrasias maléficas destruidoras da ida sublimada.
Não é meu mundo e quero dizer adeus.
Adeus aos brotos que não deixaram brotar nas primaveras
Cujas sementes levarei comigo para os jardins de primores.
Sei de quem ouve meu silêncio e deseja o meu canto.
Então não mais perderei tempo insistindo ficar entregue a este exercício amorfo masoquista.
Eu sei voar e singrarei os ares rumo às galáxias mais distantes onde me sinto em casa. Não mais ficarei aqui onde sou indesejado extraterrestre.

* Segredando à brisa invernal
























Queria nesta tarde fria
Ser calor e força
Abraçar-te com alegria
Vida incauta absorta
No afago do calor da amizade
Contigo cantar ternas canções
Com liames ternos de Eternidade.

E mesmo no gélido vento que a tarde assobia
Meu coração ferve em labaredas de sonhos
Fantasias em busca da tela das visões poéticas
Não mais tristezas que há tempos me enternecia

Amizades solidárias são bálsamos cálidos risonhos
Meu amor voará livre sobre noctâmbulas estéticas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

* Feliz quem tem quem partilhe voos além paixões


















Feliz quem tem uma mulher amada
Que empresta ou faz criar asas
Ou "dá asas", como um ignobil vulgo inepto,
Levado por invejas disse psicopaticamente tentando depreciar
Por não saber o que significa a sublimidade do verdadeiro amar.















Eu sou poeta, inerentemente meu estro inspirado,
Com liames dos cantos angelicais! Sei voar.
Melhor ainda quando tenho quem voe comigo aos píncaros cósmicos
Duranta momentos de afetos mais íntimos para enlevos de tórridos !
Somente um grande amor pode levar uma mulher a "dar asas" ao companheiro
E em voos altaneiros, sem medidas juntos singrar
Alturas que somente os Anjos podem acompanhar.
E de cima podemos ver quem se alimenta da lama dos pântanos
E sabe apenas ter inveja quem tem asas para voar!














Eu sou um poeta encantado que não passará
Não ajo em vida como passarinho em busca de arribação.
Eu sempre estarei te levando em voos além da paixão.
E leves percorreremos mundos ignotos
Muito além de tristes pesares remotos.
Nosso trilhar será entre as estrelas!
Nosso cantar será com os coros angelicais.
Pois ansiamos a Eternidade em nosso intenso amar!













Amo pelo Sagrado inerente em nós.
Amo pela Força do que por mim sentes
Amo porque se a voz falha em teu coração não mentes.
Amo tanto que a saudade é dor atroz.















Amo tanto que basta uma palavra tua
Para esclarecer o que poderia se tornar ciúmes
E não quero vibrar em poema cruéis queixumes
Eu já te entreguei há muito minh'alma nua.















Amor que me leva ao perdão sem limites
E se meus versos já te transpareceram tristes
Vem habitar comigo esse meu deserto
Vem me alegrar com teu carinho e afeto






















O palpitar no meu peito tem uma canção
Muito além qualquer mundana paixão
Porque é insessante cântico angelical
Cantando amor por ti sem ter igual!























Saudades decaem meus ânimos
E tens em mãos meus segredos, além de saberes meus limites e fragilidades.
Se quiseres me destruir sabes as armas
Mas a força do amor no teu peito
Como no meu suplanta todo defeito.
Amar é laboriar na esperança e na tolerância
das provas em meio às mundanas idiossincrasias.

domingo, 3 de julho de 2011

* UM POETA RUMO À ETERNIDADE

ERA UMA VEZ UM POETA QUE QUERIA SER OUVIDO
E O POUCO QUE FOI OUVIDO
FOI TUDO MUITO DISTORCIDO;
O POETA SUPLICOU.
O POETA SE HUMILHOU.
MOSTROU QUE SOMENTE QUEM AMA NÃO SE LEVA PELO ORGULHO
E A HUMILDADE O LEVOU A SE DESPOJAR DE TODO O EGO
E EXPRESSOU O MAIS PROFUNDO SENTIMENTO
REVERENCIANDO A MULHER AMADA AOS SEUS PÉS COM A TESTA NA SARGETA.

MAS O POETA FOI MAL COMPREENDIDO
E NO DESNUDAMENTO DE SUA ALMA
OFENDEU A REVERENCIADA MULHER AMADA.
PORÉM UM CÂNTICO DE ANJOS FALOU EM SEU NOME
E DE TANTO ORAR NUM JEJUM INSISTENTE INSONE
OBTEVE A ATENÇÃO E COMPREENSÃO DA MULHER AMADA.

O AMOR CRESCIA MAIS E MAIS NO CORAÇÃO DO POETA.
TODO SEU ESTRO CANTANDO VERSOS EM GRANDE FESTA
TODA VEZ QUE SUA AMADA O VISITAVA
TODA VEZ QUE SUA AMADA O PRESENTEAVA
COM OS MAIS FINOS CARINHOS NUNCA ANTES SENTIDOS
PROPORCIONANDO PRAZERES INIGUALÁVEIS
ACOMPANHADOS DE PROMESSAS SOB AS ÃNSIAS DE VOLUPIAS...
PROMESSAS DE AMOR ETERNO...
PROMESSAS DE PARTILHAS DO VIVER...
PROMESSAS DE TUDO QUE O AMOR ANSEIA...
O TEMPO PASSANDO
O POETA ESPERANDO
O PORVIR DOS SONHOS DAS PROMESSAS...
O AMOR VIBRANTE QUE TRAS COMPREENSÃO, TOLERÂNCIA E CREDULIDADE.
E POR MAIS QUE MUNDANOS TENTASSEM ACUSAR TUDO SER FRIVOLIDADE
APESAR DE BOATOS INSANOS IMPINGINDO TORPES ACUSAÇÕES DE LEVIANDADES
O CORAÇÃO DO POETA MACHUCADO
DEFENDENDO SUA AMADA COM TODO AFINCO
E MOSTRANDO QUE NADA FARIA ESSE AMOR EXTINTO.

DIAS, SEMANAS E MESES DE SAUDADES A CORROER OS ÂNIMOS DE VIDA
E O POETA TENDO APENAS ESPERANÇAS DO AMOR PELA MULHER QUERIA.
A CADA ENCONTRO, NOVO DESPERTAR DE FORÇAS DO VIVER.
A CADA DESPEDIDA, A VOLTA DO TORMENTO
DE NÃO A TER PERTO COLADA AOS SEUS BRAÇOS
A COMPANHEIRA TÃO SONHADA
PARA PARTILHA DO VIVER BUSCANDO A ETERNIDADE.
E POR MAIS QUE O SOFRER IMPINJA ANGÚSTIA E DECAIR FÍSICO
SENTIMENTOS PROFUNDOS SUSTÉM PALPITAR CARDÍACO.
A DOR ATROZ DA ESPERA E DO SENTIMENTO DO DESPREZO
SEMPRE APLACADA POR PALAVRAS CARINHOSAS E CARINHOS
RAPIDAMENTE SE FINDANDO EM POUCAS HORAS DE ENCONTROS.
E SABENDO DISSO, CADA SEGUNDO O POETA SABOREANDO
OS NECTARES DE FREMITOS PALPITARES NO ÊXTASE DE ÍNTIMA UNIÃO.

COM O TEMPO, OS DIAS DE ENCONTROS CADA VEZ MENORES QUE OS DIAS DE AUSÊNCIAS.
E SEMPRE A PROMESSA A CADA ENCONTRO QUE NÃO MAIS SE AFASTARIAM.
E SEMPRE SUA AMADA AFIRMANDO QUE NINGUÉM NUNCA OS SEPARARIAM.
DO ESTRO DO POETA SURGINDO VERSOS INSPIRADOS EM SUAS SUBLIMES ESSÊNCIAS.

O CÂNTICO PARECIA NUNCA MAIS SER TRISTE
A ALEGRIA EXTASIANTE ONDE SÓ NO AMOR EXISTE.
PLANOS DE FRUTOS CELESTIAIS
DA UNIÃO DE SEMENTES GERATRIZES
PINTOU QUADRO DE DOURADOS MATIZES
PARA VINDA DE UM SER SEM IGUAIS.
A IRA AFASTOU ANGÉLICAL BÊNÇÃO.
MAS A AMARGURA E TRISTEZA
NÃO FINDARAM NO MAIS CRUEL PAVOR
FORAM TRANSMUTADAS NO CÁLICE DO AMOR.

GOPALA! GOPALA! GOPALA!
O CÃNTICO PERDUROU
E TODA IRA SE APLACOU
E SÓ SE OUVIU CELESTIAL FALA:
ANANDA! ANANDA! ANANDA!
AQUI NÃO HÁ TREVAS!
AQUI A LUZ QUEM MANDA!

RAM! RAM! RAM!
CELESTIAL ARQUEIRO
COM OLHAR CERTEIRO
CERTIFICOU A PROMESSA
FALOU DO CÉU EM FESTA
NUM SONHO DO POETA
COM SUA ESTIRPE UNIDA
FAMÍLIA TROUXE A CRIANÇA NOS BRAÇOS
LÁ NOS MUNDOS ALÉM DENSOS ESPAÇOS.

E NUMA PROVAÇÃO MAIOR
A AMADA DO POETA VAI PARA MAIS LONGE.
SEM SABER QUE UNIÃO CELESTIAL ESCONDE
DE UMA NOITE DE ABRIL E NO VENTRE
DESPERTA TAMBÉM EM SONHO
UM BARCO, O MAR, AS ÁGUAS CALMAS
O GURU ALERTOU E TAMBÉM A CIGANA
MAS NUMA INTEMPERANÇA INSANA
UM ENVIADO PSICÓTICO PROVOCOU
OUVIDOS ATURDIDOS PELA IRA AVISADA PELO POETA
APUNHALOU TODO O CELESTIAL CORTEJO EM FESTA.

PEDINDO AOS ANJOS PARA IREM ACUDIR SUA AMADA
ELES VOARAM RÁPIDOS DEIXANDO DE SEGURAR AS COLUNAS DO TEMPLO
E OS CÉUS CAÍRAM SOBRE A CABEÇA DO POETA.
A FUGA DA AMADA DESEJANDO PAZ...
E O POETA RESPONDE:
A PAZ É INERENTE À ALMA.
A ALMA É ETERNA E O CORPO COM TODAS AS MAZELAS DE DELÍRIOS DOS DESEJOS E SOFRIMENTOS SE VAI NUM PISCAR DE OLHOS...
É RAPIDO... TÃO SIMPLES SAIR DESTE CORPO... TÃO RAPIDO E SIMPLES...
O POETA TAMBÉM QUER LIBERDADE...
LIBERDADE É PODER AMAR E COMPARTILHAR A VIDA UNIDA RUMO À ETERNIDADE...
NÃO TENDO COM QUEM COMPARTILHAR, FÁCIL ABREVIAR A IDA SOZINHO RUMO À ETERNIDADE...
AMAR É PARTILHAR.... SE AMA E NÃO PODE PARTILHAR, O VIVER SE TORNA BREVE E SE ESCOARÁ NUM PISCAR DE OLHOS... PORQUE VIVER É AMAR.
E SE NÃO PODE EXPRESSAR ESSE AMOR NÃO TENHO RAZÃO PARA VIVER.



E ASSIM O POETA INSONE ESQUECE A VIDA TERRENA...
MADRUGADA ADENTRO PEDE AOS MENSAGEIROS PARA APLACAR A IRA QUE NUBLOU ENTENDIMENTOS DA AMADA
NOITE E MADRUGADA ANGUSTIADA
AGUARDANDO A ALVORADA
PARA NO JEJUAR RUMO AOS CÉUS
ENCONTRAR A ESSÊNCIA DA ONIPRESENÇA
QUANDO ESTARÁ PARA SEMPRE UNIDO
AO SEU GRANDE AMOR
MUITO ALÉM PRAZERES MUNDANOS
AFASTADOS DOS DESEJOS INSANOS
PROVANDO NÃO TER SÓ UMA PAIXÃO
NUBLADORA DE CELESTIAL ASCENÇÃO
E SE PERPETUARÁ COMO EXEMPLO DE UM VERDADEIRO HOMEM QUE NÃO MORREU MAS SE ENCONTOU DE TANTO AMAR
E EM ESPÍRITO SE FEZ CASAR

COM QUEM SONHOU TODA A VIDA
E GUARDARÁ A MULHER PROMETIDA
COMO UM ANJO SEMPRE PRESENTE
INVISÍVEL DE TODA TORPE GENTE
COMO OS ANJOS LUMINANDO OS MUNDOS
ACOMPANHADO DO SEU PROMETIDO GOPALA
ANANDA! ANANDA!